Amo este poema, gostaria de deixa-lo registrado aqui. É de Mário Quintana:
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Crônicas
Reflexões de uma menina metódica, chata e profunda, que ama escrever e odeia filósofos de facebook. Para não ser um deles, ela prefere escrever aqui.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Elisabeth
Todas querem ser como você. Acorda cedo. Faz o café. Põe o filho na escola. Vai lavar roupa. Faz o almoço. Arruma a casa. As vezes reclama que está cansada, outras vezes só suspira e continua.
Todas querem ser como você. Decidiu, ainda jovem, que não trabalharia para cuidar dos filhos. Viu ambos crescerem. Bateu. Deu bronca. Viu os primeiros dentes caírem e depois teve que levar ao dentista para consertar o dente permanente. Viu as apresentações da escola. Foi à escola fazer reclamação. Se estressou uma, duas, dez vezes ao dia.
Todas querem ser como você. Atenta. Preocupada. Pronta para ajudar. Comunicativa. Engraçada. Criativa. Você diz, Elisabeth, que é burra. Ah, se soubesse quanto conhecimento passa para todos ao redor...
Todas querem ser como você. O tempo lhe trouxe rugas. Varizes. Dores. Você diz que não é bonita. Que não tem tempo nem dinheiro para se cuidar. A verdade, Elisabeth, é que a sua garra transcende. Ela é maior que todas as suas rugas, varizes e dores. O conceito de beleza é relativo. E, para mim, sua beleza é maior que todas a misses, princesas, e mulheres de Hollywood. Sua beleza vem de dentro, beleza rara. Sorte grande de uma vez na vida.
Não é fácil ser Elisabeth. Muitos que lerão essa declaração de amor de uma filha para uma mãe lhe chamarão de prisioneira, de escrava, de louca. Mas não, mãe. Suas virtudes são algo que a sociedade já não compreende. Que só uma mulher de verdade tem. Uma mulher de verdade sabe que na vida tem felicidade, mas nas entrelinhas, tem choro, dificuldade, aprendizado. Você é uma mulher de verdade.
E é por isso que
Todas querem ser como você.
Todas querem ser como você. Decidiu, ainda jovem, que não trabalharia para cuidar dos filhos. Viu ambos crescerem. Bateu. Deu bronca. Viu os primeiros dentes caírem e depois teve que levar ao dentista para consertar o dente permanente. Viu as apresentações da escola. Foi à escola fazer reclamação. Se estressou uma, duas, dez vezes ao dia.
Todas querem ser como você. Atenta. Preocupada. Pronta para ajudar. Comunicativa. Engraçada. Criativa. Você diz, Elisabeth, que é burra. Ah, se soubesse quanto conhecimento passa para todos ao redor...
Todas querem ser como você. O tempo lhe trouxe rugas. Varizes. Dores. Você diz que não é bonita. Que não tem tempo nem dinheiro para se cuidar. A verdade, Elisabeth, é que a sua garra transcende. Ela é maior que todas as suas rugas, varizes e dores. O conceito de beleza é relativo. E, para mim, sua beleza é maior que todas a misses, princesas, e mulheres de Hollywood. Sua beleza vem de dentro, beleza rara. Sorte grande de uma vez na vida.
Não é fácil ser Elisabeth. Muitos que lerão essa declaração de amor de uma filha para uma mãe lhe chamarão de prisioneira, de escrava, de louca. Mas não, mãe. Suas virtudes são algo que a sociedade já não compreende. Que só uma mulher de verdade tem. Uma mulher de verdade sabe que na vida tem felicidade, mas nas entrelinhas, tem choro, dificuldade, aprendizado. Você é uma mulher de verdade.
E é por isso que
Todas querem ser como você.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
O que as crianças querem?
Ontem foi dia das crianças. O dia rendeu muitas homenagens: fotos de crianças pelas redes sociais, festinhas nas ruas, ações sociais, distribuição de doces e mais n coisas para fazer os pequenos felizes por um dia. U-m d-i-a. É inútil enchê-los de presentes e ignorá-los o resto do ano. Afinal, o que as crianças querem?
- As crianças querem uma família estruturada, com seus componentes em paz. Querem a alegria de poder viver em um lar sem gritarias, discussões e agressões.
- As crianças querem que seus responsáveis esqueçam as horas extras e voltem mais cedo para casa a fim de ensinar o dever de casa.
- As crianças querem rolar no chão. Da sala, do parquinho, do quintal. Querem suar, correr, pular, se machucar sem que um adulto lhes diga:" para de correr! Toma aqui esse tablet pra você ficar mais quieto".
- As crianças querem amigos. Mais precisamente, amigos reais. Que vão um na casa do outro, brincam juntos e constroem laços. Um celular não é um amigo.
- As crianças querem atenção. Querem um alguém para escutar seus sonhos, suas histórias. Querem sentir-se amadas e cuidadas.
- As crianças querem ter o direito a calma. Dividir o dia com balé, piano, desenho, judô e inglês é cansativo. Será que alguém entende isso?
- As crianças querem segurança. Por vezes, os pais divorciados não entendem isso, fazendo uma verdadeira confusão na mente dos pequeninos. Isso também é cansativo.
- As crianças querem as coisas simples. Suntuosidades pouco lhes encantam. Na verdade, essas coisas foram feitas para satisfazer os adultos.
As crianças querem ser crianças. Apenas. O direito a viver plenamente essa fase da vida precisa ser respeitado. Isso é melhor que qualquer presente.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Vida Líquida
Uma das maiores marcas dos tempos atuais, já dizia Zygmunt Bauman, é a liquidez das relações humanas. Nada é permanente, ou sequer duradouro. Tudo passa, ligeiro, assim como uma nuvem que passeia pelo céu e em questão de segundos não está mais ali.
O grande problema disso tudo é: essa liquidez tem gerado problemas cada vez maiores na vida cotidiana, quase como um buraco negro que te suga e você fica ali, imerso, caindo no infinito. Se você discutiu com uma pessoa em uma rede social, você a bloqueia. Se desentendeu com uma pessoa próxima, você para de falar com ela(o) por semanas, meses, anos, uma vida inteira... os princípios da lealdade, do amor, da fidelidade, estão todos rompidos por uma cultura do momento. Viver o momento parece ser muito importante para quase todos. Troca-se um casamento de anos por um pequeno momento com uma pessoa passageira, troca-se o amor dos filhos por um emprego que renderá dinheiro por alguns anos. A todo instante somos incentivados, seja pelas redes sociais, seja por "palpites" de conhecidos, que deve-se buscar a felicidade, o sentido da vida. Mas, o questionamento que fica é: Para ser feliz, deve-se romper com tudo que é duradouro? Será que é possível ser feliz sendo casado, com filhos, com esposa, com marido, com pai e mãe, com tios e tias "chatos", com a vizinha que as vezes quer um pouco do seu tempo pra contar uma fofoca, com aquele amigo que está passando por um momento difícil e quer desabafar?
Bem, pessoalmente acredito que qualquer tipo de coisa duradoura pode ajudar na minha formação, ao longo de toda minha existência. Pode me ensinar o valor do amor, da amizade, da lealdade, da compreensão. Sim, a liquidez nos faz perder o dom de ser mais humanos, mais reais, e troca a vida real por uma vida de contos de fada, onde o personagem vive apenas de bons momentos.
O grande problema disso tudo é: essa liquidez tem gerado problemas cada vez maiores na vida cotidiana, quase como um buraco negro que te suga e você fica ali, imerso, caindo no infinito. Se você discutiu com uma pessoa em uma rede social, você a bloqueia. Se desentendeu com uma pessoa próxima, você para de falar com ela(o) por semanas, meses, anos, uma vida inteira... os princípios da lealdade, do amor, da fidelidade, estão todos rompidos por uma cultura do momento. Viver o momento parece ser muito importante para quase todos. Troca-se um casamento de anos por um pequeno momento com uma pessoa passageira, troca-se o amor dos filhos por um emprego que renderá dinheiro por alguns anos. A todo instante somos incentivados, seja pelas redes sociais, seja por "palpites" de conhecidos, que deve-se buscar a felicidade, o sentido da vida. Mas, o questionamento que fica é: Para ser feliz, deve-se romper com tudo que é duradouro? Será que é possível ser feliz sendo casado, com filhos, com esposa, com marido, com pai e mãe, com tios e tias "chatos", com a vizinha que as vezes quer um pouco do seu tempo pra contar uma fofoca, com aquele amigo que está passando por um momento difícil e quer desabafar?
Bem, pessoalmente acredito que qualquer tipo de coisa duradoura pode ajudar na minha formação, ao longo de toda minha existência. Pode me ensinar o valor do amor, da amizade, da lealdade, da compreensão. Sim, a liquidez nos faz perder o dom de ser mais humanos, mais reais, e troca a vida real por uma vida de contos de fada, onde o personagem vive apenas de bons momentos.
sábado, 9 de julho de 2016
Apresentação
Oi! Meu nome é Milena.
Criei esse blog porque quero compartilhar com o mundo minha percepção da vida, das atitudes e do cotidiano. Há certas coisas que deixamos passar, mas elas precisam e devem ser demonstradas, sabe? Uma coisa que me incomoda muito são essas filosofias tortas de rede social, que criam utopias e as pessoas se vêem na obrigação se segui-las. Então, vamos viver a vida real?
Minha intenção não é acumular seguidores, mas caso você se identifique com o que escrevo, seja muito bem vindo e está convidado(a) a voltar sempre que quiser!
Criei esse blog porque quero compartilhar com o mundo minha percepção da vida, das atitudes e do cotidiano. Há certas coisas que deixamos passar, mas elas precisam e devem ser demonstradas, sabe? Uma coisa que me incomoda muito são essas filosofias tortas de rede social, que criam utopias e as pessoas se vêem na obrigação se segui-las. Então, vamos viver a vida real?
Minha intenção não é acumular seguidores, mas caso você se identifique com o que escrevo, seja muito bem vindo e está convidado(a) a voltar sempre que quiser!
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