Todas querem ser como você. Acorda cedo. Faz o café. Põe o filho na escola. Vai lavar roupa. Faz o almoço. Arruma a casa. As vezes reclama que está cansada, outras vezes só suspira e continua.
Todas querem ser como você. Decidiu, ainda jovem, que não trabalharia para cuidar dos filhos. Viu ambos crescerem. Bateu. Deu bronca. Viu os primeiros dentes caírem e depois teve que levar ao dentista para consertar o dente permanente. Viu as apresentações da escola. Foi à escola fazer reclamação. Se estressou uma, duas, dez vezes ao dia.
Todas querem ser como você. Atenta. Preocupada. Pronta para ajudar. Comunicativa. Engraçada. Criativa. Você diz, Elisabeth, que é burra. Ah, se soubesse quanto conhecimento passa para todos ao redor...
Todas querem ser como você. O tempo lhe trouxe rugas. Varizes. Dores. Você diz que não é bonita. Que não tem tempo nem dinheiro para se cuidar. A verdade, Elisabeth, é que a sua garra transcende. Ela é maior que todas as suas rugas, varizes e dores. O conceito de beleza é relativo. E, para mim, sua beleza é maior que todas a misses, princesas, e mulheres de Hollywood. Sua beleza vem de dentro, beleza rara. Sorte grande de uma vez na vida.
Não é fácil ser Elisabeth. Muitos que lerão essa declaração de amor de uma filha para uma mãe lhe chamarão de prisioneira, de escrava, de louca. Mas não, mãe. Suas virtudes são algo que a sociedade já não compreende. Que só uma mulher de verdade tem. Uma mulher de verdade sabe que na vida tem felicidade, mas nas entrelinhas, tem choro, dificuldade, aprendizado. Você é uma mulher de verdade.
E é por isso que
Todas querem ser como você.
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